10/01/2011

Notícia boa não vende...

No sábado, um jornal aqui do Rio trouxe em sua capa a foto da Amy Whinehouse com os seios de fora e a seguinte manchete:

ESSA É A AMY QUE A GENTE CONHECE!



Dentro, a matéria com várias fotos da cantora trêbada, cambaleando e sendo amparada por seguranças e o colunista afirmando (dava pra sentir sua vibração) que o estado de boa moça da Amy tinha passado e ela estava aprontando de novo.



Tá certo que a cantora não aproveita o talento que Deus lhe deu e enfia no pé na bebedeira e nas drogas, que sua carreira será curta e tal, mas eu fico passada com essa mídia sensacionalista que virou moda e fica na torcida por um vacilo da celebridade publicando isso na primeira página, sempre tripudiando em cima da desgraça alheia.



Certa vez vi a entrevista de uma editora dessas revistas de fofoca que vendem que nem água. Ao ser questionada porque escolheu essa parte podre do jornalismo (palavras minha!) ela falou que é muito gratificante ver que as pessoas compram suas revistas ávidas por notícias de celebridade e por ser essa revista tão boa (?), estão sempre no topo de vendas.

Ela terminou a entrevista respondendo a uma pergunta assim:

"Você sabe por que algumas vezes aumentamos um pouquinho a fofoca? Porque notícia boa não vende revista."

Ou seja, quanto pior a notícia, mais curiosos atrai. E isso vale não só pra classe artística, mas pra tudo. O ser humano tem uma curiosidade mórbida pela desgraça dos outros e o importante é que a sua situação seja pior que a minha.



Credo! E o pior é que eu faço parte dessa classe também, o ser humano!

Um comentário:

Luciano disse...

Engraçado como revistas de fofoca, sites de celebridades dão tanto ibope. Saber da vida dos outros é muito mais interessante do que prestar a atenção no próprio umbigo. Por isso a imprensa faz tanto sensacionalismo em cima disso, porque sabe que vende.

Um abraço.